(Source: c-ruciffy, via u-nleashed)


1 month ago / 1,685 notes / © c-ruciffy / Reblog

De novo.
 

Eu posso terminar isso tudo com um “de novo…” ou posso apenas não terminar. Será que vai ser de novo? Será que isso vai ser como foram todas as outras as vezes? Será que isso vai entrar na minha memória só como mais uma coisa que eu deveria ter tentado menos ou até mesmo vai virar uma memória não muito boa? Eu só quero que não seja assim. 
Eu não quero que seja assim porque você apareceu exatamente na hora que eu prometi a mim mesma não cometer os mesmos erros. Tais como gostar de alguém.
Sim, eu vejo isso como um erro. Talvez eu mude minha cabeça sobre isso (e sobre muitas outras coisas) daqui a algum tempo, mas no momento… Não.
Eu penso assim pelas coisas que já aconteceram e pelo medo que elas aconteçam de novo. Simplesmente com tudo lindo e maravilhoso e depois terminando da pior maneira possível. Por essas e outras eu não confio tanto nas pessoas como eu confiava, mas sempre que eu dou um pequeno voto de confiança eu tenho em mente de que aquilo pode não ser o que eu esperava.
Por isso eu sou tão seca as vezes, não respondo a todos os “te amo” que eu ouço (leio) de você. Eu não gosto de falar isso, porque eu vou lembrar deles quando tudo terminar. Bem, pelo menos sempre foi assim.
A gente tá meio longe… Fisicamente. Eu só queria deitar do seu lado e te acordar no meio da noite, pedindo pra você chegar um pouco pro lado pra que eu caiba na cama. Te acordar no meio da noite comigo rindo de qualquer idiotice que eu tenha lembrado enquanto eu estava acordada ouvindo você respirar e fazendo carinho no seu cabelo. Usando seus óculos e pedindo pra você tocar qualquer coisa pra eu ouvir. Te arranhando devagar e te beijando sempre que você começasse a reclamar de alguma coisa que eu não fiz. Como falar “te amo”.
Meu jeito de demonstrar carinho é diferente.
E “te amo” é diferente de “eu te amo”.

Eu te amo. 



Intr.
 

Droga. Deixei a xícara preferida da minha mãe cair no chão. Vou ouvir muito por isso.
Na verdade, eu nem ligo de ouvir reclamações. Depois que eu vim morar com ela aqui em Frikentown eu não ligo mais pra nada. Agora vivo em Wolfsquare. A cidade é pequena, fria, verde e molhada. Nunca vi tanta árvore, musgo, chuva e grama que nem aqui.
- John, por que você tá abaixado no chão da cozinha? Levanta, tá na hora da aula. Não perca seu primeiro dia, você já faltou uma semana. - Bom dia pra você também, mãe. Ela disse isso tão rápido que eu quase não entendi nada. Percebi que ela estava indo pra porta e pegando sua bolsa, então guardei os cacos da xícara no lugar mais próximo. Minha mochila.
Ótimo.
- Bom dia. Pode ir, eu vou de long.- Levantei rápido, como se nada tivesse acontecido. Fui andando até o sofá e peguei o long que estava encostado nele.
- Filho… Eu sei que é difícil, ainda mais depois de ficar longe da Jess. Mas tenta, ta bom? Qualquer coisa eu… - Parei de prestar atenção quando percebi que ela falou da Jess. 
Jess é a minha namorada. Era, na verdade. Ela morreu em um acidente de carro. Ela foi sequestrada e os sequestradores bateram com o carro em um caminhão. Eu não tinha mais forças pra ouvir o nome dela, imagina pra ficar na cidade onde eu cresci com ela.
- Cala a boca. Não fala da Jess.- Me senti meio mal por tratar ela assim quando na verdade ela só queria ajudar. Mas.
- Se você vai de long, pega um casaco. Essas suas regatas não combinam em uma cidade que chove do nada.- Ela saiu e bateu a porta. 
Peguei um casaco que estava jogado em cima da mesa e fui remando até a escola, mesmo sem saber direito aonde ficava. Fui ouvindo no aleatório as músicas do iPod e, pra minha sorte, começou a tocar Dumb. Beleza. O dia só melhora.
Dumb foi a música que a Jess cantou pra mim quando fizemos um ano de namoro. Ela tinha muito talento pra cantar e pra tudo relacionado a água. Seu quarto era lotado de medalhas e troféus, desde natação até surf. Ela era loira, meio baixa e meio magra. O cabelo dela era liso e ia ate a cintura. Ela gostava de andar com ele solto, sempre.
Eu conhecia ela desde que… Sei lá, desde que me conhecia por gente.  Com 12 anos eu roubei um beijo dela e ela me deu um soco de direita no olho. Tão perfeito e forte que eu não fui na aula por uma semana. Ela foi me ver em casa e pediu desculpas. Depois disso, a gente não desgrudou mais.
Com 15 eu a pedi em namoro e ela aceitou. Com 17 ela ganhou uma competição de kitesurf e no mesmo dia foi sequestrada. Eu nunca entendi direito isso, mas nem quero. As coisas só iam piorar. 
Ela sempre estava do meu lado, desde a morte do meu pai, a um ano atrás. Morte não, na verdade ele sumiu e ninguém sabe nada até hoje. Pra mim foi um choque, mas pra minha mãe… Ela reagiu muito bem, o que eu acho estranho.
As minhas memórias tem ido embora aos poucos e eu acho que é melhor assim. 3 meses sem a Jess, tenho que me acostumar. Afinal, vai ser a vida toda.



Ei, pequena, não sei a quanto tempo tu tá sem entrar aqui, mas queria te contar um negocio. Esses dias sonhei contigo, acordei muito empolgado. Sonhei que eu tinha fugido, contigo, só eu e você. A gente foi pra California, onde eu pude andar de skate e surfar. Te ensinei a andar de skate também. Todas as noites, viamos desenhos animados e comiamos porcarias. Você me perguntava coisas intimas: como era minha mãe, como é o meu pai, minha irmã.. E eu respondia, é claro, porque você sabe que és a unica pessoa em quem eu confio de alma e corpo. Nossa geladeira só tinha cerveja. Nossa cama nunca estava arrumada. Viviamos perto da praia, nossa casa era de madeira e muito simples, e o melhor de tudo, não havia barulho de carro, só calmaria. Nossos pratos e copos eram de plastico, pois os dois se recusavam a lavar a louça. Eu tinha um carro, um Sintra azul bebê com estofado caramelo, você que escolheu, e eu ensinei você a dirigir nele. Meus amigos volta e meia vinham nos visitar, eles te idolatravam. Diziam para mim o quanto eu era sortudo, pois você sempre foi a namorada que todo cara sonhou. Você jogada video-game com eles, tocava violão.. e ah, a parede da nossa cozinha era cheia de desenhos e poesias nossas. E naquela casa, nada mais importava. Era só eu e você, e não precisavamos de mais nada. Eu e você e bastava. Aí eu acordei, tentei voltar a dormir porque esse sem sombras de duvidas foi o melhor sonho que eu já tive em toda a minha vida. Mas é como você disse, nada aqui é real. Mas por favor, quando eu digo que te amo não é brincadeira, e não há sentimento mais real do que o eu sinto por ti, acredite.

Do cara que tu mais gosta pra menina que eu mais gosto. Boa noite pequena. Sonha comigo. ”


1 month ago / 2 notes / Reblog

Eu comecei a te amar desde antes de saber o que era isso.
 



“O bom de ter o coração partido é que dá pra distribuir os pedaços por aí.”
 

É partido, é clichê. É cheio daquilo que muita gente procura: amor. É cheio de desesperança e já não procura outro alguém. É só mais um. Mais um partido. 



Sempre existe uma garota
 

que é apaixonada por um garoto e ele nem imagina a existência dela.



(Source: petitia, via drunkuntildeath)


2 months ago / 1,181 notes / © petitia / Reblog

Jah see, Jah Know: E que assim seja..
 

jupitercansaveus:

Oi bebê, morena, nenem, lindona, linda, pequena.. seja lá como tu preferir. Vim aqui escrever mais um texto bobo e sem sentido que sempre acabo escrevendo pra você e você não sabe. Perdi a mania de te mandar meus textos porque acho que me tornei meio frio.. me afastei um pouco de você, e não sei…



Dream catcher
 

Não curto me explicar. Mas…
Isso talvez não exista. Ou, simplesmente, seja coida da minha cabeça. Incrível. Incrível como eu vejo as coisas diferentes dos outros, sempre. 
Eu só… Descarto. Descarto (ou pelo menos tento) qualquer possibilidade de querer ter alguém do meu lado. Apenas por não ter sido do jeito que eu queria, nenhuma vez. Acho que isso me deixou marcas.
Alguém que faça carinho, me dê um abraço inesperado e apertado e não liguei de tirar milhares de fotos comigo. Alguém que segure minha mão do nada e me faça sorrir quando eu quero chorar. Alguém que não se importe quando eu estiver fria, apenas tente me fazer esquecer. Aquecer.
Alguém que não ligue para a minha letra torta e meus milhares de desenhos espalhados por aí. Alguém que não ligue que eu cante desafinado, que eu escreva ou desenhe, tire fotos, mude o cabelo, aumente os alargadores e faça novas tatuagens. Alguém que continue gostando de mim, assim, com mudanças. Porque eu sou feita de mudanças constantes.
Eu sempre fui essa garota, a garota desse texto. A que estava do lado sempre, pro que der e vier. Com um sorriso enorme no rosto, nas horas boas e ruins. Tentando sempre ver o lado bom da coisa, mesmo que o lado bom não existisse.
Mas, na real, eu cansei de ser assim. Cansei de sempre ser a boazinha, a fofa da história toda, e sempre me fuder no final. Fazer de tudo pra que dê certo e ouvir um “ah, isso não vale a pena” depois de anos.
É, já aconteceu.
Tenho medo que tudo aconteça de novo. É esse o motivo da minha frieza as vezes, porque eu tenho ciúme do que nem é meu. Mesmo que eu diga que não tenha as vezes, eu tenho.
Alguém que não desista de mim.
É meio difícil falar isso, até porque ninguém tem que gostar de mim assim.
Alguém que impeça que meus pensamentos se transformem novamente em fumaça saindo pelo meu nariz junto com vodka na minha boca. 



Bruna, Rio de Janeiro. Primeiro tumblr. "Everything's in order in a black hole."

Memento vivere

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